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Nada disso
O presente de estar vivo
Não, eu não era arrogante. Um pouco vaidoso, mas não ainda – fiquei vaidoso depois, aos 15 anos. Também não era humilde, não sabia ser isso, ninguém me obrigava. Eu não era um aluno exemplar, nem um completo desinteressado. O que importava, nesse momento da pose, era estar bem, mostrar-me bem, porque alguém veria isso, e eu teria de me explicar se, por acaso, não fosse um como os outros. Meus avós eram vivos, moravam conosco. A casa era pequena, a única possível. Fiz essa pose sem pensar em mim mesmo, se é que isso não pareça absurdo. Eu não sabia que meus avós morreriam tão próximos a essa minha pose tranquila, de sorriso leve. Que eu perderia meu companheiro de caminhadas mágicas pelo bosque. E a mulher que preparava doces de chocolate especialmente para me fazer feliz. Eu não era arrogante. Nem era humilde. Eu apenas não sabia.
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